terça-feira, 30 de julho de 2013

CONFERÊNCIA DE ABERTURA DO 2º SEMESTRE LETIVO DE 2013

         
       


        

A Secretaria Municipal de Educação do município de Charqueadas realizou no dia 29/07/13, no Clube Tiradentes, às 13h30min, a Conferência de Abertura do 2º Semestre Letivo de 2013. Compareceram ao evento professores, monitores de escolas infantis e autoridades do município, que perfizeram um total de aproximadamente 400 pessoas. 

Estiveram presentes o Prefeito de Charqueadas Davi Gilmar de Abreu Souza, vice-prefeito Edilon de Oliveira Lopes, secretária de educação Norma Anjolin Cairuga e demais autoridades do município.

O palestrante convidado foi o Prof. Celso dos Santos Vasconcellos, Doutor em Educação pela USP, Mestre em História e Filosofia da Educação pela PUC/SP, Pedagogo, Filósofo, pesquisador, escritor, conferencista, professor convidado de cursos de graduação e pós-graduação, responsável pelo Libertad - Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica. O tema abordado foi: “O que é necessário para que o aluno aprenda? – Fundamentos da Aprendizagem Humana”.

Segundo Celso, a escola por meio do ensino tem a nobre tarefa de contribuir na humanização do ser humano. Essa humanização depende do convívio com outros seres humanos e possui desafios. Entre outros, o autor falou do desafio referente à aprendizagem básica que acontece em três momentos:

1) Sou (tenho valor): um professor precisa ter uma identidade, ele deve, antes de tudo, reconhecer-se para depois enfrentar os “desafios da escola”;

2) Ainda não sou (tenho necessidade de crescer pessoal e profissionalmente): é muito importante um professor reconhecer isso. Essa aprendizagem pode se dar por meio de autoavaliações; 

3) Posso vir a ser mais (tenho capacidades): posso superar meus limites: em outras palavras, o professor precisa reconhecer o seu valor, a sua importância na vida do aluno, a possibilidade e necessidade de crescer pessoal e profissionalmente, acrescentando mais conhecimento e tendo a sensibilidade de perceber que pode melhorar a sua prática se estiver aberto ao aprendizado.

Após algumas considerações sobre fundamentos da aprendizagem humana, o conferencista lançou um desafio para a platéia: 

"Chegamos ao momento mais importante do dia" - diz o autor. “Do ponto de vista do aluno, quantas e quais são as exigências essenciais para que se dê sua aprendizagem?”

Após a apreciação de algumas respostas, Celso Vasconcellos orienta que os professores devem, constantemente, fazer-se essa pergunta, acrescentando que a mesma poderá sofrer alterações a cada vez que nos fizermos o questionamento. Depois, apresenta a sua resposta pessoal:


1ª exigência essencial: Capacidade sensorial e motora + operar mentalmente. É importante esclarecer que nenhuma dessas exigências precisa ser ao extremo. 
2ª exigência: Conhecimento prévio; 
3ª exigência: Acesso ao objeto (informação nova); 
4ª exigência essencial: Querer; 
5ª exigência: Agir; 
6ª exigência: Expressar-se. 

Segundo Celso Vasconcellos o professor tem que abrir sua mente para se transformar, não pode tratar a educação como apenas um emprego onde as pessoas vão para receber o seu salário, mas sim um local para construir cidadãos melhores, capazes de transformar o ambiente em que vivem, a sociedade e o mundo num lugar melhor para se viver.

A Conferência contou com a colaboração e patrocínio do Expresso Charqueadas, Expresso Vitória, JC LOPES e Santos Supermercados.
       








sexta-feira, 5 de julho de 2013

PROJETO CINEMA NA ESCOLA EM CHARQUEADAS





INTRODUÇÃO:
      
       O PROJETO CINEMA NA ESCOLA é uma parceria da SMED com o SESC de Porto Alegre visando levar ao conhecimento da comunidade escolar um pouco do mundo cinematográfico.
      Um filme é uma fonte inesgotável de conhecimentos e de leituras sobre vários temas que nos enriquecem de argumentos para reflexão e debate sobre uma gama de assuntos, inclusive no campo educacional.  O filme também é um transmissor de mensagens, com o impacto poderoso da imagem. O cinema pode ser, ainda, de fundamental importância para a construção de um cidadão crítico ,humanista com valores morais e sensível na sua forma de compreender e olhar o mundo. Ao usar filmes como recurso didático-pedagógico os educadores devem trabalhar de forma interdisciplinar demonstrando que a arte não existe de maneira isolada, mas ao contrário ligada a tudo.

PÚBLICO-ALVO:

Alunos e professores das escolas municipais de Charqueadas.

JUSTIFICATIVA:

             O cinema ajusta-se como recurso didático, pois se trata de uma linguagem inventiva, uma narrativa composta de uma sucessão de espaço e tempo, circunscrita entre o início e o fim de sua projeção, que comporta temas e conteúdos diversos. Levar o cinema à escola é levar divertimento, cultura, lazer e um poderoso instrumento de  transformação social. Assuntos delicados e complexos como violência, exclusão social, sexualidade, injustiça,  entre tantos outros, fazem parte do cotidiano dos alunos e professores que têm dificuldade em lidar com eles. Os filmes permitem que nos aproximemos deles de uma maneira ímpar: testemunhando situações chocantes que nos obrigam a refletir, observando modos de vida, que nos aguçam a curiosidade, presenciando diálogos, que nos despertam para identificarmos e trabalharmos o nosso próprio preconceito. 

OBJETIVO GERAL:

          Trazer o aluno ao convívio com as obras cinematográficas, levando-os  a partir das mesmas
a uma reflexão e debate sobre a importância da educação em valores humanos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

- Descobrir e entender novos mundos, novas culturas;
- Fortalecer o encanto e a emoção do cinema;
- Possibilitar o contato dos alunos com o cinema,  seus variados temas, abordagens e estilos;
- Permitir explorar toda a potencialidade que o universo do cinema traz para a inclusão;
diversão, informação, integração e incorporação de valores ao cotidiano do aluno.

METODOLOGIA:

- Seleção de filmes de diferentes épocas, gêneros e diferentes países (etapa realizada pela
Secretaria da Educação em parceria com o SESC de Porto Alegre)
- Organização do trabalho em conjunto pelos professores:
• Análise pelo professor da ficha técnica do filme a ser apresentado: informações gerais sobre a produção, créditos dos realizadores, sinopse do filme, elenco, leitura do roteiro (ou parte dele), pesquisa sobre o conteúdo do filme, sobre os personagens, sobre a diversidade de gêneros em que aparecem na mídia:  livro, reportagem, entrevista, espetáculo, dança, pintura e outras   informações complementares sobre o mesmo;
• Elaboração das atividades a serem realizadas com os alunos antes e após a apresentação dos filmes;
• Exibição de filmes em cada escola do município;
• Debates, produções de materiais referentes  aos filmes assistidos: peça de teatro, relatório, radionovela da obra literária (roteiro ou livro), desenhos, pinturas, maquetes etc.

AVALIAÇÃO:

    Observação da mudança de atitude , postura e nível de conhecimento dos adolescentes frente às situações do cotidiano ,  reflexo do trabalho realizado durante o ano letivo.

OFICINA DE JOGOS / NAP - NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO



          No dia 2 de julho, a Escola  Horácio Prates sediou o II Encontro da Equipe Multidisciplinar do NAP - Núcleo de Apoio Pedagógico. Na ocasião, o grupo formado por professores facilitadores, responsáveis pelo atendimento pedagógico, psicólogos, fonoaudiólogos e orientadoras educacionais das escolas de ensino fundamental da rede municipal de Charqueadas, participou de uma oficina de jogos, ministrada pelas professoras Andréa Paula (Escola Artur Dornelles), Letícia Collares (Escola Octávio Lázaro) e Eulélia Botelho (Escola Thietro Antônio Pires). Esse trabalho foi coordenado pela professora Denise Sotelo, supervisora da SMED.













quinta-feira, 4 de julho de 2013

ENCONTRO DA EJA

     


         No dia 2 de julho de 2013, às 18 horas, na sala Paulo Freire, houve o encontro dos supervisores e dos professores da EJA (Educação de Jovens e Adultos), com a Supervisora da SMED Elizete Lima Lopes que iniciou a reunião apresentando o vídeo motivacional "Melô do Professor Feliz." Compareceram ao evento 40 profissionais da educação
        Foram exibidos os curtas: "A Esfinge e a Vaca" e "A Carta". O diretor de teatro e curta metragem, professor universitário, formado em Direito MBA em Gestão Pública, Carlos Alberto do Rio Martins, fez a apresentação do colóquio do curta "A Esfinge e a Vaca".
        Eliane Leão, professora (Escola Pio XII) e atriz fez o colóquio do curta "A Carta".
        Os supervisores e professores das escolas receberam diversos materiais didáticos para desenvolverem projetos com os alunos em suas turmas da EJA, tais como:


  • Roteiros para trabalhar com recursos audiovisuais  (vídeos, filmes etc.), além de uma cópia do DVD do curta "A Carta" para cada escola;
  • Material sobre a Semana Farroupilha: contos, lendas, mitos de acordo com o  tema deste ano que é "O Rio Grande do Sul no Imaginário Social."

      Ao final da reunião a supervisora da SMED Elizete falou sobre a  reformulação dos Planos de Estudo, salientando a necessidade de padronizar os conteúdos por disciplina. Ainda, a  coordenadora do Telecentro e do Projeto CEU - Jorge Afre Rodrigues (Praça de Esportes e Cultura), Rejane Steigleder, apresentou o mesmo e terminou com um vídeo cultural.









quarta-feira, 29 de maio de 2013

O DIA DO DESAFIO EM CHARQUEADAS

                                      
                               

HISTÓRIA DO DIA DO DESAFIO

Durante o rigoroso inverno canadense de 1983, quando a temperatura 

chegava aos 20 graus negativos, o Prefeito sugeriu uma ação que necessitava 

da colaboração de todos. A ideia propunha que, às 15 h, todos apagassem as 

luzes, saíssem de casa e caminhassem durante 15 minutos ao redor do 

quarteirão mais próximo. Era um convite ao exercício do corpo.


Além de estimular a realização de atividade física, a iniciativa 

ocasionou a economia de energia que pôde ser calculada pelo número de 

pessoas envolvidas na atividade. No ano seguinte, a experiência foi 

compartilhada com a cidade vizinha e ambas realizaram a caminhada juntas,

na mesma data e horário. Estava lançado o espírito que definiria o programa 

do Dia do Desafio.


A ideia teve sequencia e o Dia do Desafio passou a ser realizado 

todos os anos na última quarta-feira do mês de maio, em todo o mundo, e 

cresce em número de cidades e em total de participantes. Em 2010, o evento

completou 15 anos no Brasil e tem oferecido a oportunidade de mobilização

coletiva em torno da atividade física para pessoas do Continente Americano.


ATIVIDADES QUE FORAM DESENVOLVIDAS EM CHARQUEADAS


10H – Escolas da rede Municipal e Estadual de Charqueadas


Atividades- Dança, alongamento e ginástica. Após uma caminhada 


em grupos por localização das escolas pelos seus bairros, envolvendo toda 


a comunidade.

Responsáveis – Diretores e professores de educação física de cada escola

10H – Escolas de Educação Infantil

Atividades – Cada escola organizará sua atividade sendo elas: dança, 

atividades de relaxamento e alongamento.

Responsáveis – Diretores e professores de cada escola

10H – Câmara de Vereadores

Atividades – atividades de relaxamento e alongamento.

Responsável - Andréia

14h30m – Prefeitura Municipal

Atividade- Aeróbica e alongamento

Responsável – Mari Angela Berbigier e Carolina Vergaminni

15H – Solar Shopping

Atividade- Ginástica localizada

Responsável – Andréia Berbigier e Larissa









15h – Comércio em geral


Atividade- Atividades físicas variadas


Responsável- CDL


15H- Postos de Saúde


Atividade- Caminhada por zoneamento em 8 unidades localizadas em diferentes 


áreas de Charqueadas, ginástica laboral.


Responsável – Maria Teresa












quarta-feira, 8 de maio de 2013

OFICINA DE LITERATURA DE CORDEL

        No dia 7 de maio de 2013 a Secretaria Municipal de Educação de Charqueadas oportunizou uma oficina de Literatura de Cordel aos professores do Ensino Fundamental das escolas municipais. A oficina foi ministrada pela professora Luza Mai, Supervisora de Língua Portuguesa da SMED, com a participação da professora Elizete Lopes, supervisora da EJA (Educação de Jovens e Adultos). O objetivo dessa formação foi capacitar os docentes a desenvolverem projetos pedagógicos com os alunos que envolvessem esse gênero textual.
       A oficina aconteceu nos três turnos , oportunizando assim, a  participação de todos os professores , sem interferir no cumprimento de suas jornadas de trabalho nas escolas.








                                     
                                             




Avaliação dos professores sobre a oficina de cordel:



xilogravuras produzidas pelos professores
 
 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Abertura da 1ª Mostra Didática de Literatura de Cordel nas Escolas Municipais de Charqueadas



PROJETOS CULTURAIS EM CHARQUEADAS
UMA PARCERIA DA SMED COM O SESC – PORTO ALEGRE

A SMED  em parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio) prepara exposição de painéis sobre a Literatura de Cordel  e  coletâneas  de textos de autores diversos que produzem  esse gênero literário.
        A abertura do evento será no dia    6 de maio de 2013,  às 9h , na Biblioteca Pública de Charqueadas,  migrando, após,  para todas as escolas do Ensino Fundamental  do município.
       Os professores (preferencialmente os de Língua Portuguesa) poderão  trabalhar com os alunos este gênero textual,   a partir do dia 16 de abril estendendo-se   até a exposição do material em suas respectivas  escolas.
     
CRONOGRAMA PARA EXPOSIÇÃO DO MATERIAL NAS ESCOLAS MUNICIPAIS

  1.  E.M.E.F.  SÃO MIGUEL -                           07/05 a 08/05
  2.  E.M.E.F.  MARIA DE LOURDES -           09/05 a 10/05
  3. E.M.E.F. OTÁVIO REIS -                             13/05 a 14/05
  4. E.M.E.F.  PIO XII -                                         15/05 a 16/05
  5. E.M.E.F.  OCTÁVIO LÁZARO -                  17/05 a 20/05
  6. E.M.E.F.  THIETRO ANTÔNIO PIRES -   21/05 a 22/05
  7. E.M.E.F.  HORÁCIO PRATES -                   23/05 a 24/05
  8. E.M.E.F.  ARTUR DORNELLES -               27/05 a 28/05
  9. E.M.E.F.  OSMAR HOFF -                             29/05 a 30/05
  10. E.M.E.F.  SÃO FRANCISCO DE ASSIS -    31/05 a 03/06

                                             FOTOS DA ABERTURA









           A Literatura de Cordel é originária de Portugal onde os poetas eram denominados trovadores que, quando declamavam eram acompanhados por uma viola tocada por eles mesmos. Marcando também a cultura da França e da Espanha, o trovadorismo, era cultura apresentada para o povo cantando o amor, seus costumes e acontecimentos da época.
         No Brasil, é típica da região Nordeste, a literatura de cordel  é uma poesia popular que surgiu primeiramente na oralidade e depois impressa em folhetos rústicos, pendurado para venda por cordões em forma de varal.

VANTAGENS DE SE TRABALHAR COM O GÊNERO CORDEL

           Conhecer a literatura de Cordel possibilitará aos alunos uma aproximação com um gênero de texto totalmente vinculado à tradição brasileira e ao contexto onde a mesma está inserida.
       O objetivo é fazer com que os alunos compreendam que a escrita e leitura são atividades que atendem diferentes funções;
  •  Percebam relações entre a linguagem falada e escrita;
  • Conheçam uma modalidade oral de literatura:
·         Utilizem a linguagem oral com eficácia, sabendo adequá-la a intenções e situações comunicativas que requeiram conversar num grupo, expressar sentimentos e opiniões, defender pontos de vista, relatar acontecimentos, expor sobre temas estudados;
·         Participem de diferentes situações de comunicação oral, acolhendo e considerando as opiniões alheias e respeitando os diferentes modos de falar; 

·         Conheçam e reproduzam oralmente histórias de cordel;
·         Ampliem o repertório de imagens ao observarem diferentes gravuras de Cordel;
·         Valorizem as diversas culturas presentes na constituição do Brasil como nação, reconhecendo sua contribuição no processo de constituição da identidade brasileira;
·         Reconheçam as qualidades da própria cultura, valorando-as criticamente, enriquecendo a vivência de cidadania.

 
SUGESTÕES DIDÁTICAS

·         As professoras separarão os alunos em grupos de oito. Cada grupo tentará criar uma historinha popular que depois será escolhida em votação individual para, em seguida, ser interpretada.
·         Os estudantes também farão desenhos que expressem o conceito de xilogravura. Eles terão como apoio a internet e os arquivos localizados no Domínio Público (LINUX), onde há informações - fotos, textos, imagens, vídeos - sobre o tema. A idéia é fazer com que utilizem as gravuras e os textos criados para a apresentação teatral. Um repentista e um mestre da xilogravura serão convidados e darão uma “palhinha”.
·         O trabalho no computador pode ser um bom aliado, seja para realizar pesquisas, seja para as situações de reescrita. O uso do computador sugere o trabalho em grupos. Muitos professores podem questionar esta estratégia de se trabalhar em duplas ou mais no computador, pois não é fácil romper o paradigma da ação individual. Porém são necessários critérios para se escolher as equipes, pois alunos que interagem bem em situações mais espontâneas não necessariamente são bons companheiros para trabalhar. Para alguns, sentar-se ao lado daquele que sabe mais é um estímulo e serve de apoio para suas dificuldades, no entanto, para outros é mais uma forma para se acomodar e desviar a atenção, pois sabe que sempre há alguém que fará a tarefa por ele. Ao longo do processo, estas duplas podem ser alteradas buscando sempre uma maior afinação. 
·          Nas pesquisas o procedimento é o mesmo e o professor pode levantar com o grupo as palavras, frases a serem consultadas mais adequadas para se trazer a informação desejada. Também pode sugerir o assunto a ser pesquisado no site de busca, por exemplo: literatura de cordel ou xilogravura, e juntos professores e alunos selecionam aqueles mais pertinentes, elaborando critérios que apoiem a escolha. Outra forma de trabalho é indicar o site para os alunos e pedir que encontrem informações sobre a história, autor, imagens. Mas atenção: para isto é fundamental que o professor se prepare e faça estas pesquisas previamente a fim de auxiliar os alunos e dar boas indicações, que venham colaborar com a ampliação do universo cultural do grupo.
·         Os textos criados, desenhos, fotos e vídeos criados pelos alunos serão postados no blog criado especialmente para esse fim.

TRABALHANDO COM O FILME "O LOBISOMEM E O CORONEL" 



Gênero:   Animação
Diretor:    Elvis K. Figueiredo, Ítalo Cajueiro
Ano:         2002
Duração: 10 min
Cor:         Colorido
Bitola:     35mm
País:        Brasil
Disponível no Porta Curtas:  www.portacurtas.com.br/curtanaescola/Filme.asp?Cod=1518

Aplicabilidades em Educação


     A animação “O Lobisomem e o Coronel”, nos apresenta um resgate da oralidade nordestina, deixando claro o quão rica e variada é a cultura brasileira. As obras da literatura de cordel, presentes na tradição do Nordeste do país desde  o final do século XIX, são produzidas pelo povo, com preocupação artística de comunicar a realidade com alegria e singeleza, tem com grande difusão popular enquanto arte folclórica. Nessa manifestação o povo canta os costumes, as denúncias, as crenças os personagens reais e imaginários de seu cotidiano.
         No trabalho com a Educação de Jovens e Adultos se torna uma importante ferramenta, já que esse gênero tem em sua essência a aproximação com a realidade e interesse de quem o escreve e também pelo seu caráter popular. Em sua escrita, não está em jogo, o uso correto e formal das palavras e sim o quanto o autor conhece sobre o assunto e como brinca com as rimas e frases. Por sua forma de ilustração, a xilogravura, os desenhos tornam-se simplificados, demonstrando seu valor muito mais pela expressividade de seus traços.
         O filme pode se tornar o disparador de uma atividade da qual o professor irá proporcionar aos seus alunos a vivência de uma prática literária e artística, valorizando seus conhecimentos anteriores, contribuindo com sua auto-estima e ampliando seu repertório textual e cultural. 

Nível de Ensino : Ensino Fundamental II - Educação de Jovens e Adultos

Disciplina(s)/ Temas Transversais: Língua Portuguesa e Artes;
                                                       Pluralidade Cultural, diferença de classes

Objetivos de Aprendizagem:

  • Apropriar-se do gênero textual da Literatura de Cordel, comparando-o com outras linguagens.
  •  Produzir textos orais e escritos coesos e coerentes, dentro do gênero proposto.
  • Conhecer e expressar-se por meio do desenho utilizando a técnica da xilogravura.

Situações didáticas sugeridas:
  • Assistir o filme com os seguintes pontos de observação:
  • Como a história é contada neste filme?
  • Você já ouviu alguma história contada desta forma?
  • Roda de conversa resgatando os pontos de observação. Nesta conversa é importante que o professor faça outros questionamentos com o intuito de conhecer os conhecimentos prévios dos alunos acerca da literatura de cordel. 
       Exemplos: 
  •  De que região do Brasil vêm este tipo de história?
  •  Alguém já viu ou comprou literatura de cordel?
  •  Conhecem alguém que produz este tipo de texto?
  •  Porque na animação os personagens aparecem chapados (como se fossem de papel)?
Apresentar aos alunos o roteiro do filme (disponível no site). O professor pode fazer a leitura em voz alta para que todos acompanhem com cópia.

Pesquisar (na biblioteca, na Internet) outros textos de cordel. Escolher alguns para leitura e discussão em subgrupos. Tópicos para discussão:
  •  Observar a estrutura dos textos.
  •  Quais são os temas abordados.
  •  A linguagem é diferente da utilizada em outros textos?
  •  Como o texto é ilustrado? Que tipo de desenho? Como deve ser feito?

   - A partir da leitura dos folhetos selecionar as palavras que rimam entre si e listá-las em ordem alfabética por estrofe e acrescentando outras com as mesmas terminações.



  - Recortar os versos de diversas estrofes de acordo com o número de pessoas, colocar em um saco ou caixa. Sacudir e distribuir entre os participantes. Eles tentarão montar as estrofes em busca do verso anterior ou posterior que está com outra pessoa. Não importa acertar corretamente, pode-se até criar um novo poema.



  - Entregar aos alunos textos de cordéis com lacunas a serem preenchidas , questionando-os sobre a escolha das palavras que  completaram o cordel. Após,  fazer a leitura do texto original para que comparem com o seu.

- Tripa de rima: distribuir 3 rimas entre os alunos para que escrevam uma sextilha.  Ex. OVO
                    NOVO
                    POVO

- Pente de rima: distribuir 5 rimas entre os alunos para que escrevam uma septilha. Ex. DENTE
                   CLIENTE
                   AUSENTE
                   ARRAIAL
                   BANANAL

- Acróstico: com o nome escrito na vertical deve-se escrever um verso começando com cada letra criando também um esquema rítmico.
Ex.
J  ornal leio todo dia
O  u vejo televisão
T  rabalho minha poesia
través da inspiração
om você, Franklin Maxado,
E  um computador na mão.

- Desafio: em dupla os alunos devem se desafiar a partir de temas com cada um escrevendo uma estrofe: quadra, sextilha, septilha, décima  etc.
Ex.
JF – Meu mestre me ensinou
        A ser sempre aprendiz
        Estar atento a tudo
        Que se faz, se vê, se diz.
        Abra seu olho, Barreto,
        Que vou meter o espeto:
        Sua vida está por um triz.

ACOB – Isso que você me diz
              È simplesmente ameaça.
              Deixe de dizer besteria,
              Nunca vou temer pirraça.
              Por um triz ta sua vida,
              Pra você não tem saída:
              Quero ver sua desgraça.


Montar um cartaz coletivo com as características principais do texto de cordel.



 Produzir, em subgrupos, um texto de cordel com tema atual ou de interesse do grupo.

 Apresentar ao grupo a técnica da xilogravura.

Xilogravura Alternativa

Feita de isopor é prática, bonita, e não fica nada a dever à tradicional. A seguir explicamos o processo passo a passo:
          1 – Reaproveite bandejinhas de isopor que embalam frutas, carnes e frios;
          2- Com uma caneta esferográfica tipo bic risque no isopor o desenho;
          3- Com a matriz pronta cubra-a com uma camada fina de tinta de consistência firme;
          4- Vire de uma vez só no lugar da impressão e pressione com firmeza, usando a palma da mão.
A técnica é muito simples. Qualquer um pode fazer em casa. Não exatamente como nos cordéis, mas de um jeito muito parecido. Ao invés de talhar na madeira desenharemos no isopor. A isso damos o nome de litogravura, pois xilo quer dizer madeira.  Independentemente da maneira, o importante é realizar as xilogravuras.
Material necessário:
  • bandeja de isopor
  • espeto de churrasco
  • tinta guache
  • rolo de espuma para pintura
  • Folha de papel



 Produzir uma xilogravura para o cordel.

 Promover um sarau para apresentação dos cordéis para as outras turmas da Escola e familiares.

Avaliação:

       Considerar na produção de texto realizada pelos alunos:
  • Coerência e coesão;
  • Conhecimento acerca do gênero;
  • Considerar no desenvolvimento do trabalho artístico:
  • Envolvimento e identificação com o tema proposto;
  • Expressão de suas idéias e autocrítica.

Para saber mais:
    Sites:
 Wikipédia: Enciclopédia virtual livre, apresenta a história da Xilogravura e links para artistas que trabalham com a técnica. 
Disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura

 Academia Brasileira de Literatura de Cordel. 
Disponível em: http://www.ablc.com.br/

 Teatro de Cordel: site de César Obeid. 
Disponível em: http://www.teatrodecordel.com.br/