A Secretaria Municipal de Educação do município de Charqueadas realizou no dia 29/07/13, no Clube Tiradentes, às 13h30min, a Conferência de Abertura do 2º Semestre Letivo de 2013. Compareceram ao evento professores, monitores de escolas infantis e autoridades do município, que perfizeram um total de aproximadamente 400 pessoas.
Estiveram presentes o Prefeito de Charqueadas Davi Gilmar de Abreu Souza, vice-prefeito Edilon de Oliveira Lopes, secretária de educação Norma Anjolin Cairuga e demais autoridades do município.
O palestrante convidado foi o Prof. Celso dos Santos Vasconcellos, Doutor em Educação pela USP, Mestre em História e Filosofia da Educação pela PUC/SP, Pedagogo, Filósofo, pesquisador, escritor, conferencista, professor convidado de cursos de graduação e pós-graduação, responsável pelo Libertad - Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica. O tema abordado foi: “O que é necessário para que o aluno aprenda? – Fundamentos da Aprendizagem Humana”.
Segundo Celso, a escola por meio do ensino tem a nobre tarefa de contribuir na humanização do ser humano. Essa humanização depende do convívio com outros seres humanos e possui desafios. Entre outros, o autor falou do desafio referente à aprendizagem básica que acontece em três momentos:
1) Sou (tenho valor): um professor precisa ter uma identidade, ele deve, antes de tudo, reconhecer-se para depois enfrentar os “desafios da escola”;
2) Ainda não sou (tenho necessidade de crescer pessoal e profissionalmente): é muito importante um professor reconhecer isso. Essa aprendizagem pode se dar por meio de autoavaliações;
3) Posso vir a ser mais (tenho capacidades): posso superar meus limites: em outras palavras, o professor precisa reconhecer o seu valor, a sua importância na vida do aluno, a possibilidade e necessidade de crescer pessoal e profissionalmente, acrescentando mais conhecimento e tendo a sensibilidade de perceber que pode melhorar a sua prática se estiver aberto ao aprendizado.
Após algumas considerações sobre fundamentos da aprendizagem humana, o conferencista lançou um desafio para a platéia:
"Chegamos ao momento mais importante do dia" - diz o autor. “Do ponto de vista do aluno, quantas e quais são as exigências essenciais para que se dê sua aprendizagem?”
Após a apreciação de algumas respostas, Celso Vasconcellos orienta que os professores devem, constantemente, fazer-se essa pergunta, acrescentando que a mesma poderá sofrer alterações a cada vez que nos fizermos o questionamento. Depois, apresenta a sua resposta pessoal:
1ª exigência essencial: Capacidade sensorial e motora + operar mentalmente. É importante esclarecer que nenhuma dessas exigências precisa ser ao extremo.
2ª exigência: Conhecimento prévio;
3ª exigência: Acesso ao objeto (informação nova);
4ª exigência essencial: Querer;
5ª exigência: Agir;
6ª exigência: Expressar-se.
Segundo Celso Vasconcellos o professor tem que abrir sua mente para se transformar, não pode tratar a educação como apenas um emprego onde as pessoas vão para receber o seu salário, mas sim um local para construir cidadãos melhores, capazes de transformar o ambiente em que vivem, a sociedade e o mundo num lugar melhor para se viver.
A Conferência contou com a colaboração e patrocínio do Expresso Charqueadas, Expresso Vitória, JC LOPES e Santos Supermercados.
O PROJETO
CINEMA NA ESCOLA é uma parceria da SMED com o SESC de Porto Alegre visando levar
ao conhecimento da comunidade escolar um pouco do mundo cinematográfico.
Um filme é uma fonte inesgotável de conhecimentos
e de leituras sobre vários temas que nos enriquecem de argumentos para reflexão e
debate sobre uma gama de assuntos, inclusive no campo educacional. O filme também é um transmissor de mensagens, com o impacto poderoso da imagem. O cinema pode ser,
ainda, de fundamental importância para a construção de um cidadão crítico ,humanista com
valores morais e sensível na sua forma de compreender e olhar o mundo. Ao usar filmes
como recurso didático-pedagógico os educadores devem trabalhar de forma interdisciplinar
demonstrando que a arte não existe de maneira isolada, mas ao contrário ligada a tudo.
PÚBLICO-ALVO:
Alunos
e professores das escolas municipais de Charqueadas.
JUSTIFICATIVA:
O cinema ajusta-se como recurso
didático, pois se trata de uma linguagem inventiva, uma narrativa composta de
uma sucessão de espaço e tempo, circunscrita entre o início e o fim de sua
projeção, que comporta temas e conteúdos diversos. Levar o cinema à escola é
levar divertimento, cultura, lazer e um poderoso instrumento de transformação social. Assuntos delicados e
complexos como violência, exclusão social, sexualidade, injustiça, entre tantos outros, fazem parte do cotidiano
dos alunos e professores que têm dificuldade em lidar com eles. Os filmes permitem
que nos aproximemos deles de uma maneira ímpar: testemunhando situações
chocantes que nos obrigam a refletir, observando modos de vida, que nos aguçam
a curiosidade, presenciando diálogos, que nos despertam para identificarmos e
trabalharmos o nosso próprio preconceito.
OBJETIVO
GERAL:
Trazer o aluno ao convívio com as
obras cinematográficas, levando-os a
partir das mesmas
a
uma reflexão e debate sobre a importância da educação em valores humanos.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS:
- Descobrir
e entender novos mundos, novas culturas;
- Fortalecer
o encanto e a emoção do cinema;
- Possibilitar
o contato dos alunos com o cinema, seus
variados temas, abordagens e estilos;
- Permitir
explorar toda a potencialidade que o universo do cinema traz para a inclusão;
diversão,
informação, integração e incorporação de valores ao cotidiano do aluno.
METODOLOGIA:
-
Seleção de filmes de diferentes épocas, gêneros e diferentes países (etapa
realizada pela
Secretaria
da Educação em parceria com o SESC de Porto Alegre)
- Organização
do trabalho em conjunto pelos professores:
• Análise pelo professor da ficha técnica do filme a ser apresentado:
informações gerais sobre a produção, créditos dos realizadores, sinopse do
filme, elenco, leitura do roteiro (ou parte dele), pesquisa sobre o conteúdo do
filme, sobre os personagens, sobre a diversidade de gêneros em que aparecem na
mídia: livro, reportagem, entrevista,
espetáculo, dança, pintura e outras informações complementares sobre o mesmo;
• Elaboração
das atividades a serem realizadas com os alunos antes e após a apresentação dos
filmes;
• Exibição
de filmes em cada escola do município;
• Debates, produções de materiais referentes aos filmes assistidos: peça de teatro,
relatório, radionovela da obra literária (roteiro ou livro), desenhos,
pinturas, maquetes etc.
AVALIAÇÃO:
Observação da mudança de atitude , postura
e nível de conhecimento dos adolescentes frente às
situações do cotidiano , reflexo do
trabalho realizado durante o ano letivo.
No dia 2 de julho, a Escola Horácio Prates sediou o II Encontro da Equipe Multidisciplinar do NAP - Núcleo de Apoio Pedagógico. Na ocasião, o grupo formado por professores facilitadores, responsáveis pelo atendimento pedagógico, psicólogos, fonoaudiólogos e orientadoras educacionais das escolas de ensino fundamental da rede municipal de Charqueadas, participou de uma oficina de jogos, ministrada pelas professoras Andréa Paula (Escola Artur Dornelles), Letícia Collares (Escola Octávio Lázaro) e Eulélia Botelho (Escola Thietro Antônio Pires). Esse trabalho foi coordenado pela professora Denise Sotelo, supervisora da SMED.
No dia 2 de julho de 2013, às 18 horas, na sala Paulo Freire, houve o encontro dos supervisores e dos professores da EJA (Educação de Jovens e Adultos), com a Supervisora da SMED Elizete Lima Lopes que iniciou a reunião apresentando o vídeo motivacional "Melô do Professor Feliz." Compareceram ao evento 40 profissionais da educação
Foram exibidos os curtas: "A Esfinge e a Vaca" e "A Carta". O diretor de teatro e curta metragem, professor universitário, formado em Direito MBA em Gestão Pública, Carlos Alberto do Rio Martins, fez a apresentação do colóquio do curta "A Esfinge e a Vaca".
Eliane Leão, professora (Escola Pio XII) e atriz fez o colóquio do curta "A Carta".
Os supervisores e professores das escolas receberam diversos materiais didáticos para desenvolverem projetos com os alunos em suas turmas da EJA, tais como:
Roteiros para trabalhar com recursos audiovisuais (vídeos, filmes etc.), além de uma cópia do DVD do curta "A Carta" para cada escola;
Material sobre a Semana Farroupilha: contos, lendas, mitos de acordo com o tema deste ano que é "O Rio Grande do Sul no Imaginário Social."
Ao final da reunião a supervisora da SMED Elizete falou sobre a reformulação dos Planos de Estudo, salientando a necessidade de padronizar os conteúdos por disciplina. Ainda, a coordenadora do Telecentro e do Projeto CEU - Jorge Afre Rodrigues (Praça de Esportes e Cultura), Rejane Steigleder, apresentou o mesmo e terminou com um vídeo cultural.
No dia 7 de maio de 2013 a Secretaria Municipal de Educação de Charqueadas oportunizou uma oficina de Literatura de Cordel aos professores do Ensino Fundamental das escolas municipais. A oficina foi ministrada pela professora Luza Mai, Supervisora de Língua Portuguesa da SMED, com a participação da professora Elizete Lopes, supervisora da EJA (Educação de Jovens e Adultos). O objetivo dessa formação foi capacitar os docentes a desenvolverem projetos pedagógicos com os alunos que envolvessem esse gênero textual.
A oficina aconteceu nos três turnos , oportunizando assim, a participação de todos os professores , sem interferir no cumprimento de suas jornadas de trabalho nas escolas.
Avaliação dos professores sobre a oficina de cordel:
A SMED em parceria com o SESC (Serviço Social do
Comércio) prepara exposição de painéis sobre a Literatura de Cordel e coletâneas de textos de autores diversos que
produzem esse gênero literário.
A
abertura do evento será no dia 6 de
maio de 2013, às 9h , na Biblioteca
Pública de Charqueadas, migrando, após, para todas as escolas do Ensino
Fundamental do município.
Os professores (preferencialmente os de
Língua Portuguesa) poderão trabalhar com
os alunos este gênero textual, a partir
do dia 16 de abril estendendo-se até a
exposição do material em suas respectivas escolas.
CRONOGRAMA PARA EXPOSIÇÃO DO MATERIAL NAS ESCOLAS
MUNICIPAIS
E.M.E.F.
SÃO MIGUEL - 07/05 a 08/05
E.M.E.F.
MARIA DE LOURDES - 09/05 a 10/05
E.M.E.F.
OTÁVIO REIS - 13/05 a 14/05
E.M.E.F. PIO XII - 15/05 a 16/05
E.M.E.F. OCTÁVIO LÁZARO - 17/05 a 20/05
E.M.E.F. THIETRO ANTÔNIO PIRES - 21/05 a 22/05
E.M.E.F. HORÁCIO PRATES - 23/05 a 24/05
E.M.E.F. ARTUR DORNELLES - 27/05 a 28/05
E.M.E.F. OSMAR HOFF - 29/05 a 30/05
E.M.E.F. SÃO FRANCISCO DE ASSIS - 31/05 a 03/06
FOTOS DA ABERTURA
A Literatura de Cordel é originária
de Portugal onde os poetas eram denominados trovadores que, quando declamavam
eram acompanhados por uma viola tocada por eles mesmos. Marcando também a cultura da
França e da Espanha, o trovadorismo, era cultura apresentada para o povo
cantando o amor, seus costumes e acontecimentos da época.
No Brasil, é típica da região
Nordeste, a literatura
de cordel é uma
poesia popular que
surgiu primeiramente na oralidade e depois impressa em folhetos rústicos,
pendurado para venda por cordões em forma de varal.
VANTAGENS DE SE TRABALHAR COM O GÊNERO CORDEL
Conhecer a literatura de
Cordel possibilitará aos alunos uma aproximação com um gênero de texto
totalmente vinculado à tradição brasileira e ao contexto onde a mesma está
inserida.
O
objetivo é fazer com que os alunos compreendam que a escrita e leitura são
atividades que atendem diferentes funções;
Percebam relações entre a linguagem
falada e escrita;
Conheçam
uma modalidade oral de literatura:
·Utilizem a linguagem oral com eficácia, sabendo
adequá-la a intenções e situações comunicativas que requeiram conversar num
grupo, expressar sentimentos e opiniões, defender pontos de vista, relatar
acontecimentos, expor sobre temas estudados;
·Participem de diferentes situações de
comunicação oral, acolhendo e considerando as opiniões alheias e respeitando os
diferentes modos de falar;
·Conheçam e reproduzam oralmente histórias de
cordel;
·Ampliem o repertório de imagens ao observarem
diferentes gravuras de Cordel;
·Valorizem as diversas culturas presentes na
constituição do Brasil como nação, reconhecendo sua contribuição no processo de
constituição da identidade brasileira;
·Reconheçam as qualidades da própria cultura,
valorando-as criticamente, enriquecendo a vivência de cidadania.
SUGESTÕES
DIDÁTICAS
·As professoras separarão os alunos em grupos de
oito. Cada grupo tentará criar uma historinha popular que depois será escolhida
em votação individual para, em seguida, ser interpretada.
·Os estudantes também farão desenhos que
expressem o conceito de xilogravura. Eles terão como apoio a internet e os
arquivos localizados no Domínio Público (LINUX), onde há informações - fotos,
textos, imagens, vídeos - sobre o tema. A idéia é fazer com que utilizem as
gravuras e os textos criados para a apresentação teatral. Um repentista e um
mestre da xilogravura serão convidados e darão uma “palhinha”.
·O trabalho no computador pode ser um bom aliado,
seja para realizar pesquisas, seja para as situações de reescrita. O uso do
computador sugere o trabalho em grupos. Muitos professores podem questionar
esta estratégia de se trabalhar em duplas ou mais no computador, pois não é
fácil romper o paradigma da ação individual. Porém são necessários critérios
para se escolher as equipes, pois alunos que interagem bem em situações mais
espontâneas não necessariamente são bons companheiros para trabalhar. Para
alguns, sentar-se ao lado daquele que sabe mais é um estímulo e serve de apoio
para suas dificuldades, no entanto, para outros é mais uma forma para se
acomodar e desviar a atenção, pois sabe que sempre há alguém que fará a tarefa por ele. Ao
longo do processo, estas duplas podem ser alteradas buscando sempre uma maior
afinação.
· Nas
pesquisas o procedimento é o mesmo e o professor pode levantar com o grupo as
palavras, frases a serem consultadas mais adequadas para se trazer a informação
desejada. Também pode sugerir o assunto a ser pesquisado no site de busca, por
exemplo: literatura de cordel ou xilogravura, e juntos professores e alunos
selecionam aqueles mais pertinentes, elaborando critérios que apoiem a escolha.
Outra forma de trabalho é indicar o site para os alunos e pedir que encontrem
informações sobre a história, autor, imagens. Mas atenção: para isto é
fundamental que o professor se prepare e faça estas pesquisas previamente a fim
de auxiliar os alunos e dar boas indicações, que venham colaborar com a
ampliação do universo cultural do grupo.
·Os textos criados, desenhos, fotos e vídeos
criados pelos alunos serão postados no blog criado especialmente para esse fim.
TRABALHANDO
COM O FILME "O LOBISOMEM E O CORONEL"
Gênero: Animação
Diretor: Elvis K. Figueiredo, Ítalo Cajueiro
Ano: 2002
Duração: 10 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil
Disponível no Porta Curtas: www.portacurtas.com.br/curtanaescola/Filme.asp?Cod=1518
Aplicabilidades em Educação
A animação “O Lobisomem e o Coronel”, nos apresenta um resgate da oralidade nordestina, deixando claro o quão rica e variada é a cultura brasileira. As obras da literatura de cordel, presentes na tradição do Nordeste do país desde o final do século XIX, são produzidas pelo povo, com preocupação artística de comunicar a realidade com alegria e singeleza, tem com grande difusão popular enquanto arte folclórica. Nessa manifestação o povo canta os costumes, as denúncias, as crenças os personagens reais e imaginários de seu cotidiano.
No trabalho com a Educação de Jovens e Adultos se torna uma importante ferramenta, já que esse gênero tem em sua essência a aproximação com a realidade e interesse de quem o escreve e também pelo seu caráter popular. Em sua escrita, não está em jogo, o uso correto e formal das palavras e sim o quanto o autor conhece sobre o assunto e como brinca com as rimas e frases. Por sua forma de ilustração, a xilogravura, os desenhos tornam-se simplificados, demonstrando seu valor muito mais pela expressividade de seus traços.
O filme pode se tornar o disparador de uma atividade da qual o professor irá proporcionar aos seus alunos a vivência de uma prática literária e artística, valorizando seus conhecimentos anteriores, contribuindo com sua auto-estima e ampliando seu repertório textual e cultural.
Nível de Ensino : Ensino Fundamental II - Educação de Jovens e Adultos
Disciplina(s)/ Temas Transversais: Língua Portuguesa e Artes;
Pluralidade Cultural, diferença de classes
Objetivos de Aprendizagem:
Apropriar-se do gênero textual da Literatura de Cordel, comparando-o com outras linguagens.
Produzir textos orais e escritos coesos e coerentes, dentro do gênero proposto.
Conhecer e expressar-se por meio do desenho utilizando a técnica da xilogravura.
Situações didáticas sugeridas:
Assistir o filme com os seguintes pontos de observação:
Como a história é contada neste filme?
Você já ouviu alguma história contada desta forma?
Roda de conversa resgatando os pontos de observação. Nesta conversa é importante que o professor faça outros questionamentos com o intuito de conhecer os conhecimentos prévios dos alunos acerca da literatura de cordel.
Exemplos:
De que região do Brasil vêm este tipo de história?
Alguém já viu ou comprou literatura de cordel?
Conhecem alguém que produz este tipo de texto?
Porque na animação os personagens aparecem chapados (como se fossem de papel)?
Apresentar aos alunos o roteiro do filme (disponível no site). O professor pode fazer a leitura em voz alta para que todos acompanhem com cópia.
Pesquisar (na biblioteca, na Internet) outros textos de cordel. Escolher alguns para leitura e discussão em subgrupos. Tópicos para discussão:
Observar a estrutura dos textos.
Quais são os temas abordados.
A linguagem é diferente da utilizada em outros textos?
Como o texto é ilustrado? Que tipo de desenho? Como deve ser feito?
- A partir da leitura dos folhetos selecionar as palavras que rimam entre si e listá-las em ordem alfabética por estrofe e acrescentando outras com as mesmas terminações.
- Recortar os versos de diversas estrofes de acordo com o número de pessoas, colocar em um saco ou caixa. Sacudir e distribuir entre os participantes. Eles tentarão montar as estrofes em busca do verso anterior ou posterior que está com outra pessoa. Não importa acertar corretamente, pode-se até criar um novo poema.
- Entregar aos alunos textos de cordéis com lacunas a serem preenchidas , questionando-os sobre a escolha das palavras que completaram o cordel. Após, fazer a leitura do texto original para que comparem com o seu.
- Tripa de rima: distribuir 3 rimas entre os alunos para que escrevam uma sextilha. Ex. OVO
NOVO
POVO
- Pente de rima: distribuir 5 rimas entre os alunos para que escrevam uma septilha. Ex. DENTE
CLIENTE
AUSENTE
ARRAIAL
BANANAL
- Acróstico: com o nome escrito na vertical deve-se escrever um verso começando com cada letra criando também um esquema rítmico.
Ex.
J ornal leio todo dia
O u vejo televisão
T rabalho minha poesia
A través da inspiração
C om você, Franklin Maxado,
E um computador na mão.
- Desafio: em dupla os alunos devem se desafiar a partir de temas com cada um escrevendo uma estrofe: quadra, sextilha, septilha, décima etc.
Ex.
JF – Meu mestre me ensinou
A ser sempre aprendiz
Estar atento a tudo
Que se faz, se vê, se diz.
Abra seu olho, Barreto,
Que vou meter o espeto:
Sua vida está por um triz.
ACOB – Isso que você me diz
È simplesmente ameaça.
Deixe de dizer besteria,
Nunca vou temer pirraça.
Por um triz ta sua vida,
Pra você não tem saída:
Quero ver sua desgraça.
Montar um cartaz coletivo com as características principais do texto de cordel.
Produzir, em subgrupos, um texto de cordel com tema atual ou de interesse do grupo.
Apresentar ao grupo a técnica da xilogravura.
Xilogravura Alternativa
Feita de
isopor é prática, bonita, e não fica nada a dever à tradicional. A seguir
explicamos o processo passo a passo:
1 – Reaproveite bandejinhas de isopor
que embalam frutas, carnes e frios;
2- Com uma caneta esferográfica tipo
bic risque no isopor o desenho;
3- Com a matriz pronta cubra-a com
uma camada fina de tinta de consistência firme;
4- Vire de uma vez só no lugar da
impressão e pressione com firmeza, usando a palma da mão.
A técnica é
muito simples. Qualquer um pode fazer em casa. Não exatamente como nos cordéis,
mas de um jeito muito parecido. Ao invés de talhar na madeira desenharemos no
isopor. A isso damos o nome de litogravura, pois xilo quer
dizer madeira. Independentemente da maneira, o importante é realizar as
xilogravuras.
Material
necessário:
bandeja de isopor
espeto de churrasco
tinta guache
rolo de espuma para pintura
Folha de papel
Produzir uma xilogravura para o cordel.
Promover um sarau para apresentação dos cordéis para as outras turmas da Escola e familiares.
Avaliação:
Considerar na produção de texto realizada pelos alunos:
Coerência e coesão;
Conhecimento acerca do gênero;
Considerar no desenvolvimento do trabalho artístico:
Envolvimento e identificação com o tema proposto;
Expressão de suas idéias e autocrítica.
Para saber mais:
Sites:
Wikipédia: Enciclopédia virtual livre, apresenta a história da Xilogravura e links para artistas que trabalham com a técnica.